Publicado por: ginjasaquebratwurst | outubro 20, 2010

Nabana no Sato

Olá pessoal!

Conhecida como um Oásis de begônias e dálias gigantes, Nabana no Sato está Localizada em Mie-Ken, uma das 47 províncias do Japão, situada na ilha central de Honshu.

A limpeza, organização, respeito à natureza são 3 aspectos observados pelos meus filhos que logo perguntaram: por quê os japoneses valorizam tanto a natureza? Daí me lembrei que, para os budistas, Deus está presente em todas as Suas criações. Talvez por isso festejem todas as mudanças que as estações do ano proporcionam. Em fevereiro são as flores de cerejeira, nos demais meses são plantas diversas que usam para fazer onitsukê, tempurá e saladas após terem colhido em gramados da cidade, acostamentos nas estradas e outros lugares improváveis para nós. O conhecimento quanto aos tipos de plantas é tão generalizado que vc vê famílias inteiras catando folhas pelas ruas e em qualquer lugar. Na adolescência, achava que eram pessoas procurando um cão perdido ou recolhendo o lixo dos outros em um gesto de cidadania (algo muito típico naquele país), até ver meus pais fazerem o mesmo e ainda me levarem junto depois de encostarem o carro em uma estrada deserta, no meio de um matagal onde a única coisa que uma brasileira como eu poderia esperar era um assaltante aparecer a qualquer segundo. Tremi nas bases quando vi a movimentação no mato alto até uma mãozinha pegar uma folhagem que eu estava prestes a pisar. Eram duas crianças, talvez com 7 anos ou menos, colhendo “warabi”, broto de samambaia, para a mãe que se encontrava a 2 km de distância. Eu não consigo deixar um filho mais de 1 metro longe de mim! Esqueço que estamos no Japão…

Mas, voltando ao assunto, em Nabana no Sato, podemos pegar um elevador panorâmico aberto, sem janelas de vidro onde conferimos toda a extensão deste parque de flores. A visão é surpreendente. Flores de diversas cores formando um tapete incrívelmente colorido e divinal, cortado por caminhos lisos, uma ponte larga e um riacho limpíssimo repleto de pequenos peixes.

Durante a caminhada, outra surpresa é o onsem para os pés. Podemos refrescar o chulezinho em um córrego sob um banco de madeira onde caberiam até 7 pessoas. Esta água é morna e corrente, portanto, higiênica! Observar e ouvir a água caindo entre as rochas que compõem um pequeno e lindo jardim de pedras é realmente relaxante. Esta paradinha prepara nosso espírito para apreciar ainda mais a caminhada pelo parque.

Logo a frente, há uma enorme estufa onde vc pode conferir mais e mais flores, algumas exóticas como o “bigode de gato”, postado abaixo. Há ainda um fotógrafo das antigas, tirando uma fotinho com plaquinha e tudo, que pode virar um calendário, se vc quiser pagar por isso. Acho um mico ficar tirando fotos fazendo o sinal do “v” com as mãos. Não tenho paciência. Mas adoooooooro vê-las todas! Principalmente dos outros e as que o meu marido tira.

Se estiver cansado, vc pode tomar fôlego em uma das pracinhas com bancos e mesinhas  brancas super charmosas, tomando sorvetes com sabor de flores. Eu amei o meu sorvete de rosa.

Foi bom demais alimentar as enormes carpas na saída depois de comprar a comidinha delas nas famosas “jihanki´s”, abreviação de “jidôhambaiki” (máquinas para comprar com moedas). A ração dos peixes vinha dentro de um biscoito que vc deve quebrar ao meio e lançar tudo na água. Não preciso nem dizer que a criançada se divertiu demais com isso, né?

À noite, dizem que o parque fica ainda mais lindo, pois há algumas estruturas em arco cheias de luzes que se acendem ao escurecer…pena que não pudemos ficar para ver.

Mas é bom deixar alguma coisa para a próxima vez, né?

Sake

Ps.:  Oi Bratwurst! Ferromodelismo é uma paixão de família. E para mim, a viagem já valeu a pena só de pegar um trem. Saudades!

Publicado por: ginjasaquebratwurst | outubro 19, 2010

em movimento

Na plataforma de trem de Colônia/Köln- Alemanha

Um dos meus lugares mais freqüentados é a estacao de trem no momento, e isto nao é uma reclamacao. Mas o sistema ferroviário alemao nao é perfeito, nem os alemaes ( outro tópico!), mas funciona muito bem.  Até agora me pergunto porque trem pode ser visto só em Museu no Brasil ( Museu do Imigrante em Sao Paulo).

Aqui viaja-se nos trens em determinados vagoes com bicicleta, cachorros (devidamente vacinados e adestrados) e carrinhos de bebê, claro cadeiras de rodas, sem contar que existe uma estacao de trem embaixo ou ao lado dos principais aeroportos. Detalhe: adoro a arquitetura da estacao de Colônia. Lembrei da Saquê ao rever esta foto, afinal ter boas lembrancas nos faz sorrir!!

Outra estacao de arquitetura maravilhosa: Gare du Nord- Paris

O trem encurta o meu trajeto predileto !! Bon Voyage!!

Bratwurst

Publicado por: ginjasaquebratwurst | outubro 14, 2010

Aviões de papel

Olá pessoal,

Não pretendia fazer a abertura deste blog, mas há algum tempo estou com comichão nos dedos querendo postar algo. Já que Frau Bratwurst deu cartas brancas, dizendo que neste canal não haverá um dono ou supervisores, vou me atrever. E que atrevimento, pois acredito que as outras duas participantes deste blog são muito mais gabaritadas do que euzinha, sem dúvida nenhuma, para textualizar qualquer experiência.

Há duas semanas voltei de um encontro familiar no Japão. Foi uma viagem planejada no susto e quase ninguém acreditava que iria acontecer até o dia do embarque, pois o grupo era grande e cada um tinha seus empecilhos. Eu mesma nunca pensei que iria conseguir levar meus filhos (são 4 baixinhos: sendo trigêmeos de 6 anos e um caçula de 4) para uma viagem tão distante e ainda tão pequenos. Mas não poderia perder esta oportunidade de construir dentro deles, desde a infância, algum laço com a terra de seus antecessores. Sempre considerei as boas lembranças relacionadas às raízes, um dos maiores impulsos contra momentos de desânimo, solidão e dificuldade. Devo construir, então, as melhores memórias possíveis para que meus filhos carreguem para sempre o sentimento de felicidade que algum dia, todos nós corremos o risco de esquecer. E que para lembrar, é só querer e ter vivido esta experiência.

É claro que a felicidade não depende de uma viagem distante ou de privilégios sociais. Mas é necessário que o momento seja percebido como sendo especial e, isto, pode ser qualquer um. No nosso caso, temos muitos. Desde o aviãozinho de papel até a viagem ao outro lado do mundo. Voar de avião durante um dia inteiro era o grande sonho do meu quarteto, ter a televisão individual é o maior barato para quem desde a barriga da mãe sempre dividiu tudo. Essa sensação de felicidade é o que procuro resgatar todos os dias, observando meus filhos, pois ela não faz diferença entre o aviãozinho de papel e o Air Bus. Tanto que eles não pedem viagens, somente que eu dobre dezenas de aviõezinhos de papel, todos os dias.

O sorriso é o mesmo, a única diferença é a memória do evento.  E ouvi dizer que, a única memória que certamente guardamos da infância, depois de adultos, é a dos sentimentos despertados na época.

Éramos em 16 pessoas: 10 adultos e 6 crianças, de origem mista: alemã, mineira, paulista, carioca e japonesa.

A viagem teve um significado especial para cada um, muito além do lazer. Ficamos mais unidos. Aprendemos que podemos melhorar e muito, trabalhando em equipe. E espero que, de alguma forma, todos tenham compreendido um pouco da cultura oriental, que não é melhor do que nenhuma outra, mas pode ser interessante para muita gente.

As experiências são muitas. Vou contar aos pouquinhos.

Por enquanto, fica somente uma pequena amostra da sensação de felicidade dos meus filhotes.

Beijos.

Sake


Publicado por: ginjasaquebratwurst | setembro 18, 2010

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