Publicado por: ginjasaquebratwurst | outubro 14, 2010

Aviões de papel

Olá pessoal,

Não pretendia fazer a abertura deste blog, mas há algum tempo estou com comichão nos dedos querendo postar algo. Já que Frau Bratwurst deu cartas brancas, dizendo que neste canal não haverá um dono ou supervisores, vou me atrever. E que atrevimento, pois acredito que as outras duas participantes deste blog são muito mais gabaritadas do que euzinha, sem dúvida nenhuma, para textualizar qualquer experiência.

Há duas semanas voltei de um encontro familiar no Japão. Foi uma viagem planejada no susto e quase ninguém acreditava que iria acontecer até o dia do embarque, pois o grupo era grande e cada um tinha seus empecilhos. Eu mesma nunca pensei que iria conseguir levar meus filhos (são 4 baixinhos: sendo trigêmeos de 6 anos e um caçula de 4) para uma viagem tão distante e ainda tão pequenos. Mas não poderia perder esta oportunidade de construir dentro deles, desde a infância, algum laço com a terra de seus antecessores. Sempre considerei as boas lembranças relacionadas às raízes, um dos maiores impulsos contra momentos de desânimo, solidão e dificuldade. Devo construir, então, as melhores memórias possíveis para que meus filhos carreguem para sempre o sentimento de felicidade que algum dia, todos nós corremos o risco de esquecer. E que para lembrar, é só querer e ter vivido esta experiência.

É claro que a felicidade não depende de uma viagem distante ou de privilégios sociais. Mas é necessário que o momento seja percebido como sendo especial e, isto, pode ser qualquer um. No nosso caso, temos muitos. Desde o aviãozinho de papel até a viagem ao outro lado do mundo. Voar de avião durante um dia inteiro era o grande sonho do meu quarteto, ter a televisão individual é o maior barato para quem desde a barriga da mãe sempre dividiu tudo. Essa sensação de felicidade é o que procuro resgatar todos os dias, observando meus filhos, pois ela não faz diferença entre o aviãozinho de papel e o Air Bus. Tanto que eles não pedem viagens, somente que eu dobre dezenas de aviõezinhos de papel, todos os dias.

O sorriso é o mesmo, a única diferença é a memória do evento.  E ouvi dizer que, a única memória que certamente guardamos da infância, depois de adultos, é a dos sentimentos despertados na época.

Éramos em 16 pessoas: 10 adultos e 6 crianças, de origem mista: alemã, mineira, paulista, carioca e japonesa.

A viagem teve um significado especial para cada um, muito além do lazer. Ficamos mais unidos. Aprendemos que podemos melhorar e muito, trabalhando em equipe. E espero que, de alguma forma, todos tenham compreendido um pouco da cultura oriental, que não é melhor do que nenhuma outra, mas pode ser interessante para muita gente.

As experiências são muitas. Vou contar aos pouquinhos.

Por enquanto, fica somente uma pequena amostra da sensação de felicidade dos meus filhotes.

Beijos.

Sake


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